Condição Humana na Modernidade 2014

Aula Inaugural do PPGICH/CFH 2014

“FAZER CIÊNCIA NUM TEMPO MARCADO PELA TECNOLOGIA”

      Aula Inaugural do PPGICH/CFH

Palestrante: Prof. Alberto Cupani

Onde: Mini-auditório do CFH

Quando: 19 de março de 2014, quarta-feira, 14h30

Medida do CNPq estimula pesquisadoras grávidas

Mães bolsistas têm direito a um ano adicional no prazo do trabalho

Da Agência Brasil

Bolsistas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) que engravidam no período da pesquisa têm direito a um ano adicional no prazo do trabalho. A medida garante que as mães bolsistas não tenham que interromper os estudos durante a licença-maternidade. O período em que as mães estão afastadas é remunerado pelo CNPq.

— [A resolução em vigor desde novembro passado] é resultado de uma série de reflexões sobre o tema. Nas diversas conferências e debates internacionais dos quais participei, observamos que uma das barreiras que mulheres cientistas enfrentam é conciliar carreira e maternidade.

Disse a pesquisadora Márcia Barbosa, professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, bolsista de Produtividade em Pesquisa e presidente do Comitê Assessor de Física do CNPq.

De acordo com CNPq, as pesquisadoras enfrentavam prejuízos quando o parto ocorria no período de concessão da bolsa e muitas mães tinham que diminuir ou interromper as atividades científicas. Na modalidade de Produtividade em Pesquisa, a bolsa é anual, sendo concedida ou prorrogada após avaliação da produção científica feita por comitês assessores.  A medida que agora abrange essas pesquisadoras, já estava implantada para as bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

— O ano adicional que o CNPq concede permitirá que as pesquisadoras recuperem o período menos produtivo em termos de artigos e possam continuar a carreira, ou seja, dá uma solução de continuidade.

A trajetória profissional de Márcia Barbosa surpreende. A pesquisadora concluiu a graduação nos anos de 1980 e aos 30 anos já tinha o primeiro pós-doutorado em física.

— Na década de 1980 éramos 10% meninas ingressando no curso. Na minha formatura, eu era a única mulher. Diversas vezes em eventos, quando mais jovem e menos conhecida, era confundida com a secretária do evento, a recepcionista. Felizmente apesar de sermos poucas, sempre fomos muito unidas na percepção de que havia barreiras, algumas transparentes.

Ciência sem Fronteiras está com inscrições abertas

O programa Ciência sem Fronteiras dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio das instituições de fomento CNPq e Capes , e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC, está com diversas chamadas abertas para acadêmicos interessados em estudar no exterior.

São bolsas para graduação, pós-graduação e pós-doutorado para países como Áustria, Bélgica e China, entre outros.
Confira as chamadas abertas no portal do Ciência sem Fronteiras.

Fonte: UFMS – Redação: Kelvin

Governo abre inscrições para bolsas de estágio nos Estados Unidos

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) abriu seleção de candidatos para o programa de bolsa de estágio pós-doutoral nas ciências humanas, ciências sociais, letras e artes nos EUA. As inscrições vão até 30 de abril.

Brasília - DF

Brasília – DF (Photo credit: dilmarousseff)

Serão concedidas até cinco bolsas de estudos. A duração da bolsa é de seis a nove meses, com início entre agosto e dezembro de 2013. Entre os requisitos, é exigido que o candidato tenha obtido o diploma de doutorado após 2005.

A bolsa inclui mensalidade no valor de US$ 2.100, além de auxílio-instalação, auxílio-deslocamento e pagamento de eventuais taxas para acesso às instalações. Além disso, o governo norte-americano oferece auxílio para despesas relativas à moradia, à alimentação e ao transporte local, auxílio para aquisição de livros e computador e auxílio para participação em eventos acadêmico-científicos.

A iniciativa é fruto de mais uma parceria d

a Capes com a Comissão para intercâmbio educacional entre os Estados Unidos e o Brasil, Fulbright.

Assessoria de Comunicação Social

Para mais informações, acesse o edital.

Palavras-chave: bolsas, estágios, Capes

 

Por que a pesquisa no Brasil não cresce na proporção das duplas sertanejas?

Fernanda Marinho em 22.02.2013 as 20:24

bandeira-brasil

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Nada contra as duplas sertanejas. Nem contra outros tipos de música, foi apenas uma comparação irônica, mas com fundamento.

Quando se trata de pesquisa no Brasil, é notável a falta de interesse dos alunos em participar. Quando participam, a dificuldade que a maioria dos pesquisadores iniciantes demonstra é enorme. Quando um aluno está prestes a entrar para a universidade, ele sequer sabe o que é Mestrado. A não ser que ele venha sendo influenciado pela família a saber.

Se tratando da realidade do País, onde muitos, desde a adolescência, tiveram que trabalhar para ajudar a família — ou trabalhar enquanto faziam a universidade — se tornar um pesquisador parece quase impossível ou impensável.

Se nosso País se preocupasse mais em estimular o gosto pela pesquisa, ao invés de investir milhões em shows de inauguração de projetos e eventos, talvez, as famílias Brasileiras não estivessem tão fadadas à realidade de sempre. Infelizmente, se não tiver pai e mãe para apoiar financeiramente, não se estuda aqui. Os de cima sempre subirão, e os de baixo sempre descerão…

Tendo em vista que somente aqueles dotados de poder financeiro poderão sair da Universidade prontos para o Mestrado e para o Doutorado. Não é preciso ser riquíssimo para poder estudar e se tornar um pesquisador, mas é preciso ao menos, estímulo. Ninguém consegue estudar algo que exige tanta dedicação e esforço, sem estímulo. Falo por experiência própria. E, é claro, que pais e mães, atolados em dívidas, e problemas similares, nunca estimularão seus filhos a estudarem algo que os parece inalcançável.

É triste ver que milhões de reais são dados as cantoras baianas, que sequer pensam em Mestrado enquanto aqueles que pensam em se dedicar à pesquisa, ou se dedicam a ela, tem muitas vezes que passar o mês sem cinco reais para o sorvete.

Fernanda Marinho Farmacêutica generalista, colaboradora de pesquisa na área de saúde mental. Às vezes é franca demais. Escreve quando recebe estímulos especiais como revolta política ou excesso de serotonina.

@fersorcemar fersorcemar11@gmail.com Site

5 estudos científicos despublicados em 2012

Cesar Grossmann em 21.02.2013 as 16:00

Hoje em dia, quando surge um artigo falando sobre descobertas revolucionárias na medicina, é bom não ficar muito esperançoso. Não por causa de hipérboles jornalísticas, ou por que a cura ainda deve demorar anos depois da publicação do resultado inicial. Aparentemente, devemos ser cautelosos porque um número cada vez maior de estudos científicos acabam se mostrando equívocos e sendo despublicados (retirados da publicação científica sem poderem mais ser considerados textos científicos revisados por semelhantes).

Pior – um estudo publicado em outubro de 2012 no periódico Proceedings of the National Academy of Science (“Procedimentos da Academia Nacional de Ciências” ou PNAS) alega que muitos dos artigos são despublicados devido a algum tipo de fraude, e não de erros honestos como se pensava. Isso, é claro, se este trabalho não for uma fraude também.

Movidos por ambição (um trabalho que seja publicado em uma revista científica confiável significa mais verbas, avanço na carreira, e propostas de trabalho e parceria, além do fato de que o primeiro a publicar algo sobre um assunto importante é lembrado, enquanto o segundo não), alguns cientistas acabam forjando dados, plagiando o trabalho de outros ou ignorando evidências contrárias.

Veja aqui cinco casos de despublicação que aconteceram em 2012:

5. Hyung-In Moon é um gênio, segundo Hyung-In Moon

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O cientista coreano Hyung-In Moon levou a ideia de revisão por pares (a revisão de um trabalho científico por cientistas da mesma área confiáveis) para um nível completamente diferente. Ele revisou os próprios trabalhos, usando nomes falsos para dar a impressão de legitimidade. E, por incrível que pareça, os revisores fajutos estavam bem impressionados pelo trabalho de Moon.

No fim, o “cientista” admitiu falsificar dados de vários trabalhos, incluindo um estudo sobre doença hepática causada pelo álcool, e outro sobre a substância de uma planta que seria supostamente anticancerígena. Ele já despublicou 35 de seus trabalhos.

4. Zero para o trabalho de matemática

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Os editores científicos deveriam, mas não desconfiaram deste trabalho apresentado em 2010. Não estranharam nada – nem sequer o fato do resumo ter só uma frase (“Neste estudo, um aplicativo de computador foi usado para resolver um problema matemático”), ou o endereço de e-mail de um dos co-autores ser ohm@budweiser.com.

Os editores de Computers and Mathematics with Applications (“Computadores e Matemática com Aplicações”) publicaram um trabalho de uma página feito pelos fictícios M. Sivasubramanian e S. Kalimuthu em janeiro de 2010, e só o despublicaram em abril de 2012, apesar de ter pérolas como “este é um problema problemático”.

Duas das referências no trabalho são sobre trabalhos anteriores feitos pelo mesmo M. Sivasubramanian, que de alguma forma foram publicados, uma é sobre uma loja que vende jogos matemáticos, e outras três referências são a websites que não existem.

Finalmente, o trabalho foi despublicado por que “não contém conteúdo científico”. A publicação foi atribuída a “um erro administrativo”.

3. Sem dor, sem ganho?

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Alguma vez você já se perguntou se a frase “no pain, no gain” (“sem dor, sem ganho”) tem algum fundo de verdade, ou se o fracasso pode ser melhor para você que o sucesso?

O psicólogo holandês Diederik Stapel pensou neste assunto profundo. Sua pesquisa descobriu que, paradoxalmente, o fracasso pode fazer você se sentir melhor que o sucesso: propagandas de cosméticos fazem as mulheres se sentirem feias; o poder aumenta a infidelidade entre homens e mulheres; comparar-se com outros pode ajudar você a perseverar em coisas como estudos e dietas, mas não te faz feliz, e assim por diante.

Estas são só algumas das descobertas de Stapel. Seu trabalho apareceu em jornais importantes. Sua aparência bonita e seus tópicos de pesquisa inteligentes o tornaram o queridinho da mídia, aparecendo até no The New York Times e programas de notícias televisivas.

O único problema é que a sua pesquisa parece ter sido falsificada, quase ou inteiramente. Até agora, 31 de seus trabalhos foram despublicados, de acordo com o Retraction Watch.

2. Os testículos dos coelhos estão seguros, por enquanto

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Estudos que tentam encontrar alguma relação entre o uso de celulares e câncer geralmente são baseados em estatísticas fracas. Mas esta aqui usou dados falsos.

Em 2008, um trabalho publicado no International Journal of Andrology (“Periódico Internacional de Andrologia”) apontou que os celulares diminuíam a contagem de esperma e causavam alterações adversas nos testículos de coelhos. O estudo, apesar de ser pequeno e publicado em um periódico obscuro, ganhou a atenção da mídia. Humanos cautelosos, ao lerem sobre os riscos, podem ter movido seu celular do bolso da frente para o de trás das calças.

Em março de 2012, os autores despublicaram o trabalho. Parece que o autor principal não tinha autorização de publicação de seus coautores. Também, de acordo com o aviso de retirada, havia “ausência de evidência que justificasse a precisão dos dados apresentados no artigo”.

1. Cura para doença cardíaca usando células-tronco provavelmente é falsa

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O momento não poderia ser melhor. O biólogo Shinya Yamanaka, da Universidade Kyoto, tinha acabado de receber seu Nobel de 2012 pela descoberta das células-tronco pluripotentes induzidas (células iPS), que são células adultas reprogramadas para retornar ao estágio “embriônico”.

Pouco depois, o pesquisador Hisashi Moriguchi alegou, durante um encontro do New York Stem Cell Foundation, que havia avançado tal tecnologia para curar pacientes com falência cardíaca terminal. Fazia sentido, e o anúncio deu voltas ao mundo.

Igualmente rapidamente a alegação começou a ruir. Duas instituições listadas como colaboradoras com trabalhos relacionados do Moriguchi, a Escola de Medicina Harvard e o Hospital Geral Massachusetts, dos EUA< negaram que Moriguchi tivesse feito alguma das pesquisas que ele alegava ter feito lá.

No dia 19 de outubro, a Universidade de Tokyo demitiu Moriguchi por desonestidade científica, mesmo que as investigações estivessem apenas começando.

Bônus: candidato certo para despublicação em 2013?

Se o caso de Hyung-In Moon parece absurdo, espere até conhecer Melba S. Ketchum, autora de recente estudo sobre o mítico “Pé Grande”. A pesquisadora conseguiu superar o coreano e mostrar que ele foi muito tímido na sua abordagem.

Isto por que a pesquisadora, após ter seu trabalho rejeitado por diversas publicações científicas, resolveu chutar o balde, e criou uma publicação científica, que até agora só publicou um trabalho – o seu.

Colocamos este trabalho como um candidato para despublicação em 2013, mas considerando que o “DeNovo Scientific Journal” foi criado por Ketchum aparentemente apenas para publicar este trabalho, talvez não vejamos o mesmo ser efetivamente despublicado. Se o “Denovo” fosse uma publicação séria, certamente faria isso, no entanto. O que será que é mais improvável: a despublicação do artigo ou a existência do Pé Grande?[LiveScience]

Cesar Grossmann é formado em Engenharia Elétrica, é funcionário público, gosta de xadrez e fotografia. Apesar de se definir como “geek”, não tem um smartphone, e usa uma câmera fotográfica com filme (além da digital).

Seminário Fazendo Gênero 10

Entre os dias 16 e 20 de setembro o Seminário Fazendo Gênero 10 será
realizado no Campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em
Florianópolis.

Nesta edição do seminário propomos o Simpósio Temático 38. Esporte e
Gênero: textualidades literárias e cinematográficas, que acolherá
trabalhos que invistam nas interfaces entre esporte, literatura e relações
de gênero.

Convidamos a todos/as a submeter artigos, pôsteres ou outras formas de
expressão (literárias, artísticas, corpóreas) para este simpósio.
Aceitamos desde apresentações orais formais a performances e
vídeos-documentários. Nesse último caso, por favor, consultar
especificações do evento quanto ao formato.

As inscrições de Apresentações Orais, Pôsteres e demais estão abertas
até o dia 20 de Março e o resultado dos trabalhos aprovados será
divulgado no dia 20 de maio.

O ST 38. Esporte e Gênero pode ser encontrado no site do evento, na palheta
de Simpósios Temáticos:
(http://www.fazendogenero.ufsc.br/10/simposio/public)

Outras informações podem ser acessadas na página principal:
http://www.fazendogenero.ufsc.br/10/

Aguardamos contribuições!

Dr. Christian Muleka Mwewa (PPGE-UNISUL)
Dr. Wagner Xavier de Camargo (NAVI-UFSC)
Dr. Alexandre Fernandez Vaz (PPGE-PPGI-UFSC)
Dr. Christian Muleka Mwewa
Editor da Revista Poiésis – RPPGE
Universidade do Sul de Santa Catarina, Unisul Fone (+55) (48) 3621.3367
E-mail: christian.mwewa@unisul.br
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Equipe POIÉSIS
Poiésis – Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação
https://www.portaldeperiodicos.unisul.br/PoiesisCaptura de Tela 2013-02-14 às 18.31.18