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Brasil cai 4 posições em ranking da desigualdade de gênero

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Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas

O Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC tem por objetivo principal desenvolver atividades de ensino e pesquisa de caráter interdisciplinar. Iniciou suas atividades no nível de doutorado em 1995, a partir da convergência temática de um grupo de professores-pesquisadores provenientes das disciplinas de Antropologia, Ciência Política, Filosofia, Geografia, História, Psicologia e Sociologia. O Programa está reconhecido pela CAPES, tendo recebido NOTA 5 na sua última avaliação (Outubro 2007). Existe disponibilidade para os alunos de um número limitado de bolsas da CAPES, do CNPq e de outras instituições conveniadas.

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O Relatório Global de Desigualdade de Gênero 2010, apresentado nesta terça-feira em Nova York, indica que os países nórdicos seguem liderando o ranking dos Estados com menor desigualdade entre homens e mulheres. O Brasil cai quatro posições em relação ao ano passado e aparece em 85º lugar.

Elaborado pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), o relatório analisa diversos fatores para avaliar o desempenho de 134 países em relação às diferenças entre gêneros na sociedade.

Quatro países nórdicos encabeçam o topo do ranking. São eles, em ordem: Islândia, Noruega, Finlândia e Suécia. O quinto colocado é a Nova Zelândia.

Segundo o documento, o Brasil, que estava em 81º lugar na lista do ano passado, caiu quatro posições devido a perdas em educação e no poder político, bem como ganhos relativos de outros países.

Apesar do aumento de matrículas de meninas no ensino primário (93%), o país ainda registra maior proporção de meninos (95%), constata o texto.

A participação feminina no mercado de trabalho (64%) é ainda significativamente menor que a masculina (85%), além do fato de a renda estimada delas ser menor que dois terços da deles, acrescenta.

De acordo com o relatório, a percepção de salários para o mesmo tipo de trabalho no Brasil é uma das piores do mundo, colocando o país em 123º colocado nesse quesito – esse dado veio piorando constantemente nos últimos três anos.

As mulheres representam apenas 9% dos parlamentares no Brasil e somente 7% dos cargos de nível ministerial, destaca o documento, segundo o qual o país está, respectivamente, na 108ª e 102ª colocação nesses quesitos.

Em relação aos países da América Latina, o Brasil fica atrás de Trinidad e Tobago (21ª), Cuba (24º), Costa Rica (28º), Argentina (29º), Nicarágua (30º), Panamá (39º), Equador (40º), Chile (48º), Honduras (54º), Colômbia (55º), Uruguai (59º), Peru (60º), Venezuela (64º), Paraguai (69º), República Dominicana (73º) e Bolívia (79º).

Na mesma comparação, o Brasil só fica à frente de El Salvador (90º), México (91º) e Guatemala (109º).

“Aproximar a igualdade de gênero proporciona as bases para uma sociedade próspera e competitiva”, assinalou o responsável do programa de liderança feminina e igualdade de gêneros do FEM, Saadia Zahidi, coautora do documento, divulgado anualmente desde 2006.

Entre outros destaques do relatório, estão os Estados Unidos (19ª), que melhoraram 12 posições em relação ao ano passado. Já entre os países europeus, a França ficou em 46º lugar, despencando 28 posições de 2009 para cá.

Na Ásia, as Filipinas (9º) são o país mais bem colocado, enquanto a China se mantém em 61º e o Japão passou a 94º, avançando sete posições.

Na África, são Lesoto (8º) e África do Sul (12º) os que ocupam as melhores posições devido ao aumento da participação feminina no mercado de trabalho.

Já a situação do mundo árabe continua sendo das mais atrasadas, pois quase todos estão entre os piores, como ocorre com Emirados Árabes Unidos (103º), Kuwait (105º), Tunísia (107º), Barein (110º), Catar (117º), Argélia (119º), Jordânia (120º), Irã (123º), Síria (124º), Egito (125º), Turquia (126º) e Marrocos (127º).

Os últimos colocados do ranking são Paquistão (132º), Chade (133º) e Iêmen (134º).

Via Terra


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