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Por que a pesquisa no Brasil não cresce na proporção das duplas sertanejas?

Notícias da UFSC

Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas

O Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC tem por objetivo principal desenvolver atividades de ensino e pesquisa de caráter interdisciplinar. Iniciou suas atividades no nível de doutorado em 1995, a partir da convergência temática de um grupo de professores-pesquisadores provenientes das disciplinas de Antropologia, Ciência Política, Filosofia, Geografia, História, Psicologia e Sociologia. O Programa está reconhecido pela CAPES, tendo recebido NOTA 5 na sua última avaliação (Outubro 2007). Existe disponibilidade para os alunos de um número limitado de bolsas da CAPES, do CNPq e de outras instituições conveniadas.

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Fernanda Marinho em 22.02.2013 as 20:24

bandeira-brasil

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Nada contra as duplas sertanejas. Nem contra outros tipos de música, foi apenas uma comparação irônica, mas com fundamento.

Quando se trata de pesquisa no Brasil, é notável a falta de interesse dos alunos em participar. Quando participam, a dificuldade que a maioria dos pesquisadores iniciantes demonstra é enorme. Quando um aluno está prestes a entrar para a universidade, ele sequer sabe o que é Mestrado. A não ser que ele venha sendo influenciado pela família a saber.

Se tratando da realidade do País, onde muitos, desde a adolescência, tiveram que trabalhar para ajudar a família — ou trabalhar enquanto faziam a universidade — se tornar um pesquisador parece quase impossível ou impensável.

Se nosso País se preocupasse mais em estimular o gosto pela pesquisa, ao invés de investir milhões em shows de inauguração de projetos e eventos, talvez, as famílias Brasileiras não estivessem tão fadadas à realidade de sempre. Infelizmente, se não tiver pai e mãe para apoiar financeiramente, não se estuda aqui. Os de cima sempre subirão, e os de baixo sempre descerão…

Tendo em vista que somente aqueles dotados de poder financeiro poderão sair da Universidade prontos para o Mestrado e para o Doutorado. Não é preciso ser riquíssimo para poder estudar e se tornar um pesquisador, mas é preciso ao menos, estímulo. Ninguém consegue estudar algo que exige tanta dedicação e esforço, sem estímulo. Falo por experiência própria. E, é claro, que pais e mães, atolados em dívidas, e problemas similares, nunca estimularão seus filhos a estudarem algo que os parece inalcançável.

É triste ver que milhões de reais são dados as cantoras baianas, que sequer pensam em Mestrado enquanto aqueles que pensam em se dedicar à pesquisa, ou se dedicam a ela, tem muitas vezes que passar o mês sem cinco reais para o sorvete.

Fernanda Marinho Farmacêutica generalista, colaboradora de pesquisa na área de saúde mental. Às vezes é franca demais. Escreve quando recebe estímulos especiais como revolta política ou excesso de serotonina.

@fersorcemar fersorcemar11@gmail.com Site


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